terça-feira, 14 de abril de 2015

A grande catástrofe iblea - O terremoto de 1693.

Oi pessoal.

Este post é mais para esclarecer um denominador comum em todos os meus posts sobre a grande mudança no aspecto geológico, estrutural e social da região iblea da Sicilia. “Historicizarei” o terremoto de 1693.

Para isso, precisamos das aulas de Geografia da minha mega e favorita professora, dona Ursula. A estrutura submersa da ilha siciliana pertence à placa tectônica ligada à Africa e a parte emersa é ligada à placa tectônica europeia.

Quando a placa africana (imagem A) empurra, por baixo, a placa europeia (imagem B), os terremotos acontecem. Imagem retirada da internet.

No caso de 1693, o terremoto durou 3 dias e foi muito violento. Dia 9 de janeiro daquele ano foi sentido pela primeira vez e já destruiu centenas de construções e comprometeu dezenas de outros prédios.

No sábado, dia 10 de janeiro, não foram sentidos tremores de terra e isso iludiu a população de que tudo tivesse terminado.

No domingo (11), ainda tentando se localizar no acontecimento, a população iblea foi atingida pelos tremores mais fortes do movimento das placas e muito mais da região foi destruido e muitas vidas se perderam. Parece que a natureza não estava contente com tamanho estrago  e ainda acometeu o golfo de Catania com um tsunami.

Em Catania, morreram 16.000 pessoas de uma população de 20.000. Em Ragusa, 5.000 de 9.950. A Lentini 4.000 de 10.000. Na antiga Grammichele 52% de uma população de 2.910 pessoas perderam a vida. Siracusa, uma das maiores e mais antigas cidades da região oriental da Sicília, perdeu 4.000 de um total de 15.339 cidadãos. Militello viu morrer 3.000 de seus 10.000 “filhos”. Mineo, mais 1.355 de 6.723 e Licodia Eubea, 258 de seu povoado de 4.000 habitantes.

Em outras localidades da região, se contabiliza perda entre 15 e 35% das populações totais.

Representação da Ragusa Ibla antes do terremoto. Imagem retirada da internet.

Segundo relato oficial do Bispo Francesco Fortezza, dos 64 monastérios, apenas 3 permaneceram de pé após o terremoto. Outros 2 episcopados (centros administrativos da Igreja Católica), 700 igrejas, 22 conventos, 218 monastérios, 49 cidades foram destruidos e 93.000 mortes foram registradas.

Percebam que a ilha praticamente se ergueu dos escombros, como uma verdadeira fênix.

Ragusa Ibla, em fevereiro de 2015. Foto @andar_ilhando

Por isso, o terremoto de 1693 é uma importante referência quando fazemos um passeio histórico pela Sicília oriental. Essa catástrofe foi um divisor de águas para a região em sua estrutura social e arquitetônica.

Espero que eu tenha sido devidamente respeitosa e concisa com o acontecimento ocorrido no séc. XVII e atiçado, assim, a sua curiosidade.

Venha à Sicília. Tenho certeza de que ficará tão encantado quanto eu.

Nos "vemos" em outro momento. Tchau.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

U Passiu Santu Dialettale - Buccheri

Eu, particularmente, não duvido da crença alheia. Arrisco dizer que, por vezes, duvido da minha (sou honesta), mas é algo que não sai de mim e, de tempos em tempos, se reacende como uma brasa ao sabor do vento.
Um desses tempos é o período da Semana Santa porque tem uma passagem que me toca profundamente o coração. O momento do calvário de Jesus. Relembrando que sou muito discreta e até econômica sobre este discurso.
Quando Ele carrega aquela cruz e a arrasta pelo percurso, fico muito emocionada e chego a chorar (mesmo sabendo que é encenação e que deve ser meio leve). Fui criada sob os preceitos cristãos e estudei em escola de freiras. Talvez isso explique qualquer coisa.
É redundante e até irrelevante enfatizar a fé do povo italiano, mas os que vivem longe dos grandes centros urbanos ainda praticam os rituais de forma intensa e tradicional.
Na Sicília, cada cidade tem sua forma de vivenciar a Semana Santa e acho um pecado que tudo aconteça ao mesmo tempo, porque acabamos perdendo a oportunidade de vermos as diversas formas de manifestação dessa passagem sacra.
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A lua já anunciava como a sexta-feira santa seria bela. Foto #andar_ilhando
Quando se fala em Sicília, automaticamente, a grande referência da região se faz ao esplendoroso vulcão Etna, ainda em atividade e por isso, “ofusca” os que já  “dormem”. Mas existe um, em especial, chamado Monte Lauro, localizado no estado de Siracusa que é muito importante para o setor de comunicação da ilha. Seus 987 metros acima no nível do mar, são uma base importantíssima às antenas de rádio e televisão que se encontram ali.
Mas o Monte Lauro tem outros encantos. Buccheri, por exemplo, é uma cidade encantadora. De seus 820 metros acima do nível do mar temos uma vista espetacular tanto do golfo de Catânia quanto da terra firme que vai até Caltanissetta.
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Cartaz de divulgação da Via Crucis de Buccheri - 2015. Imagem retirada do site oficial da prefeitura.
Mais uma vez tive o prazer de voltar a Buccheri, dessa vez para assistir a Via Sacra Vivente, ou melhor dizendo, “U Passiu Santu”, que em dialeto siciliano significa “O Passeio Santo”. A cidade inteira participa e a comoção é geral.
Como eu disse anteriormente, como todas as cidades realizam suas celebrações de diversas maneiras, neste período, eu sinto muito que as pessoas que não são da localidade ignorem esta encenação. Gente, é coisa de outro mundo! É linda. É fantástica. É tudo em dialeto!
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O narrador da encenação faz a apresentação. Prendeu minha atenção assim que começou a falar em dialeto. Achei engraçado as crianças perguntando aos pais: “O que foi que ele disse?” O lado ruim disso é que as crianças perdem cada vez mais a própria cultura linguística.
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Jesus é preso no Monte das Oliveiras.
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Judas se arrepende e devolve as 30 moedas que havia recebido de pagamento para identificar Jesus. Dali, ele segue para praticar suicidio.
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Jesus é trazido à presença de Pontius Pilatus.

Uma mulher que assiste ao julgamento, reconhece Pedro como um dos que seguiam Jesus. É a primeira vez que Pedro nega conhecer o “acusado”. Video #andar_ilhando

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Por ordem de Pontius Pilatus Jesus é açoitado e torturado durante a noite que antecede o seu julgamento, como forma de comover o povo a libertá-lo. Em vão.

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Quem libertar?
Pontius Pilatus pergunta à população quem deve libertar: o homem que profere em praça pública ou o assassino, concedendo assim, o direito à população de escolher qual dos dois acusados queria livre, uma tradição judaica daquela época pascoal. A população escolheu Barrabás.
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Pontius Pilatus lava as mãos e atende o público. Condena Jesus à morte. Foto retirada do site oficial da prefeitura de Buccheri.
Após a condenação à crucificação, Jesus carrega a sua cruz e cai pela primeira vez.Video #andar_ilhando

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Em outra estação encontra Maria, sua mãe…

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… e Maria Madalena.

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Jesus é crucificado.

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Jesus entrega seu espírito…
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… e seu corpo é entregue à Maria. Foto retirada do site oficial da prefeitura de Buccheri.
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À direita, a estátua de Maria acompanha o corpo flagelado de Jesus (à esquerda na caixa de vidro) rumo à igreja em que ficarão até o domingo de Páscoa.

Cortejo das estátuas rumo à Igreja de Santo Antonio Abate. Video #andar_ilhando

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Chiesa di San Antonio Abate, conta somente com registros orais que datam 1212, para nos informar quando foi iniciada a sua construção.

Na escadaria da Igreja de Santo Antonio, encontramos uma imagem em formarto de cruz, feita com velas verdes, amarelas, vermelhas e brancas.

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O corpo de Cristo e a estátua de Maria são postos na escadaria de Santo Antonio, onde os fieis rezam e pedem proteção.

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Dali seguem para a Igreja de Santa Maria Madalena, onde permanecem até o domingo de Páscoa.

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Púlpito, local mais alto dentro da igreja (como um camarote) em que os sacerdotes realizavam certas missas (não sei quais).

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Detalhe de uma das colunas de sustentação da igreja.

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Órgão principal.

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Altar principal onde as estátuas ficarão até a Páscoa.

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Placa identificatória da igreja.
Super recomendo. É um espetáculo emocionante, que recria um dos ambientes (gélido de 0°C) mais conhecidos da Bíblia. Não os instigo por religião, crença ou qualquer coisa do tipo. Os instigo a verem este espetáculo porque a entrega dos atores, o cenario natural e a energia que emana desse lugar são mágicos.
Buccheri está de parabéns e já aviso que no ano que vem, estarei lá.
Até a próxima!
P.S.1: Todas as fotos sem identificação foram feitas por #krm0609 no dia 03 de abril de 2015, em Buccheri, província de Siracusa, Sicília.
P.S.2: Aqui está o site oficial da prefeitura de Buccheri.

Batman & Robin(ha)

Quando eu conheci a Juciana, eu estava com o corte de cabelo "Joãozinho" e loiríssima.

Começamos a trabalhar juntas e a relação de trabalho logo se estendeu para a relação social quando ela me convidou para sair com uns amigos.

Quando ela me viu pela primeira vez sem a farda do trabalho, começou a rir e me chamou de "piu-piu", porque viu o quanto eu era pequena e com aquele "cabeção amarelo". Não tinha para onde correr. O apelido pegou. Sukita Piu-Piu estava na área.

Depois disso, viramos a dupla dinâmica Batman & Robin. Como ela também não é uma gigante, caiu no diminutivo "Robinha" e daí não parou mais.

Como devem imaginar, a amizade perdura até hoje e vivemos muitas histórias juntas e eu lhe sou muito grata por isso. Mas o que quero ressaltar é que a Juju é uma pessoa com moral inabalável e com uma ética que eu jamais havia visto. Muito correta, vivaz, perspicaz, é uma pessoa que eu tenho num cantinho especial dentro do meu coração.

A distância geográfica nunca foi problema pra gente e, como este ano estou um pouquinho mais longe, não poderei estar ao seu lado como nos outros anos em que eu voltei à Fortaleza somente pela data do seu aniversário.

Amiga, aqui uma singela lembrança e que devo confessar, percebi que era você quem me presenteava todos os dias com a sua amizade.

Piegas? Com certeza. Mas o que seria da vida sem um pouco de "água com açúcar"?

Felicíssimo aniversário, amiga, e ano que vem estaremos juntas novamente.

Acaba, não, mundão!!!!

  


sábado, 4 de abril de 2015

Chiesa di Santa Maria delle Scale

O fantástico de estar em Ragusa Ibla no período da Semana Santa é que, muitas igrejas que passam a maior parte do ano fechadas, são abertas ao público e se mostram como verdadeiras jóias da arquitetura e da História iblea.
Ibla tem a curiosa quantidade de quase 50 igrejas entre as muitas privadas e públicas e, boa parte ou é desconsagrada (não pode mais realizar cerimônias religiosas ou reconhecidas pela Igreja Católica) ou permanece fechada por falta de padres. Isso mesmo, a demanda de padres não supri a carência desse posto religioso que ocasiona a abertura de muitas igrejas locais somente em datas celebrativas do calendário católico, como o período pascoal, por exemplo.
A Igreja de Santa Maria das Escadas (Chiesa di Santa Maria delle Scale), reconhecida pela UNESCO como um dos 18 monumentos que fazem parte do Patrimônio da Humanidade, em Ibla, foi reaberta para visitação e realização dos sacramentos em fevereiro deste ano.
Vista externa da Igreja de Santa Maria das Escadas, em 01/04/15.Foto #andar_ilhando

 Início da escadaria frontal. Outono/14 Foto #pierino
A escadaria totaliza 250 degraus entre os frontais até os que dão acesso à Ragusa Alta, que seguem por trás do prédio.
De quem desce pela Corso Mazzini, aqui se inicia a escadaria da igreja. À direita, o “campanelo”.
Ao fundo, vista do Distretto Militare, sobre Ibla. Registro feito da parte de trás da Chiesa di Santa Maria delle Scale. Fev/15 bykevinsavornin

Vista da continuação da escadaria que passa por trás do prédio e segue até a Corso Mazzini. Foto tirada em fevereiro de 2015 por #andar_ilhando

 Placa fixada na parede externa da igreja. Foto #pierino

Parte da estrutura externa de sustentação original, um “pedaço” de coluna e um “pulpito” (local mais alto e central das igrejas em que, dependendo da cerimônia, os padres celebravam a missa). Foto #pierino
Originária do final do séc. XII, início do séc. XIII, manteve boa parte de sua estrutura preservada depois do terremoto de 1693, que devastou a região, por ter sua estrutura escavada na encosta rochosa.

Porta principal. Foto tirada em 01/04/15 por #andar_ilhando
A igreja esteve fechada por 4 anos para ser restaurada, financiada por leis especiais que regem Ibla como Patrimônio Histórico. Foi reaberta ao público em 15 de fevereiro de 2015, com missa solene e presença do então prefeito de Ragusa, equipe técnica de restauro e do padre Gino Alessi, a quem a igreja foi confiada.

Assim que entramos, à esquerda e adiante até a passagem central, nos deparamos com uma estrutura térrea em vidro duplo que reforça e protege o piso original da antiga construção que nos permite ver a “alma” da antiga estrutura.Foto #andar_ilhando
Em ocasião da celebração pascal, acontece uma procissão de estátuas de todas as igrejas pertencentes, neste caso, à Paroquia de San Giovanni que são encaminhadas à Catedral, localizada em Ragusa Alta para se “encontrarem” e relembrarem o momento do calvário de Jesus.
Imediatamente à nossa direita, vemos a imagem que deve ser levada à Catedral de San Giovanni. Foto tirada em 01/04/15 por#andar_ilhando
Ao olhar para frente e, ao redor, sofremos um choque temporal. É como se nos encontrássemos diante de um portal do tempo e este nos transportasse a um período medieval de arquitetura e, ao mesmo tempo nos mantivesse na época atual. É como se o tempo se dividisse e se mantivesse num mesmo local.
Se nos calocarmos no meio da igreja, de frente para o altar principal, ao olhar para a direita, você se encontrará no período medieval. Sem sair do lugar, ao olhar para a esquerda, você se encontrará em uma época mais “moderna”. A sensação é incrível.

Observe a grandiosidade e o trabalho no estilo bizantino (que nos remete ao que restou do Portal de San Giorgio, ao lado do Giardino Ibleo). Foto #andar_ilhando

Uma das colunas originais internas mantidas durante os trabalhos de restauro.
A restauração foi feita para ampliação, mas, principalmente, para instalar um sistema de controle da umidade de dentro da igreja. Como a parte antiga é totalmente entalhada em uma das enconstas rochosas de Ibla (como eu já havia falado), se você passar a mão nas paredes, as sentirá úmidas, mas muito menos depois do restauro.

Na parte antiga da igreja (à direita do altar principal), estrutura original de altar em pedra calcária, que fazia parte da igreja do séc. XIII.

Vista do corredor antigo.

Um dos altares secundários originais.

Detalhe do arco do altar mostrado na foto anterior.

Esse trabalho é entalhado em terracota, na parede da estrutura original. Sendo uma verdadeira obra de arte pré - sísmica, esta capela foi refeita em 1538 já usando um estilo renascentista

"Dormitio Virginis” - “O Sono da Virgem Maria” (talvez refira-se ao momento de sua morte, velada por alguns apóstolos). Foto #andar_ilhando

La Madonna. Foto #andar_ilhando

Detalhe do arco da naveta original, que abriga pinturas originais na parede da estrutura antiga. #andar_ilhando

Penso que este é San Vincenzo (São Vicente), pintado em uma das colunas originais, padroeiro dos construtores. Foto #andar_ilhando

Fragmento de uma pintura de San Biagio (São Bizâncio), pertencente à igreja original, encontrada durante os trabalhos de restauração.

Placa indicativa de San Biagio, com a data em que a imagem foi pintada.

Órgão principal e datado do período pós - sísmico. Observe como ele é fixado na parede contra eventuais terremotos.#andar_ilhando

Órgão secundário mais simples e mais novo.

Piso sob o órgão “novo” do lado esquerdo da entrada secundária da igreja.

Ao lado do órgão “novo”, a visão que temos é a capela dedicada à Ascenção da Madonna (Maria). #andar_ilhando

Móveis originais da antiga igreja, compõem o altar atual de realização das missas. #krm0609

Móvel em madeira maciça onde os sacerdotes e participantes da celebração eucarística assistem à missa, no altar principal.#andar_ilhando

Ao fundo do corredor novo, à esquerda do corredor central, vemos San Giuseppe. #andar_ilhando

Vista da primeira capela, dedicada à Madonna. Observe o efeito visual que a sequência dos arcos originais nos causa.#andar_ilhando

E, para finalizar a tarde de visita à Igreja de Santa Maria delle Scale, esta extraordinária vista de Ragusa Ibla.
Vou à Ibla quase toda semana e a cada passeio, a cada escada, a cada “click”, algo novo surge, como se fosse viva, como se trocasse de “roupa”, de pele, como quem faz questão de se mostrar aos poucos.
É fascinante. Quando você vier aqui vai ter a mesma sensação. Tenho certeza.
Até o próximo passeio.